lunes, 12 de noviembre de 2018

MANIFESTOS, MANIFIESTOS, COMPROMISO, Resistencia e Risa



Nuestros parientes más cercanos: los francotiradores, los llaneros solitarios que asolan los cafés de chinos de latinoamérica, los destazados en supermarkets, en sus tremendas disyuntivas individuo-colectividad; la impotencia de la acción y la búsqueda (a niveles individuales o bien enfangados en contradicciones estéticas) de la acción poética. (Déjenlo todo, nuevamente Manifiesto infrarrealista Roberto Bolaño)


¿Y la buena cultura burguesa? ¿Y la academia y los incendiarios? ¿y las vanguardias y sus retaguardias? ¿Y ciertas concepciones del amor, el buen paisaje, la Colt precisa y multinacional? Como me dijo Saint-Just en un sueño que tuve hace tiempo: Hasta las cabezas de los aristócratas nos pueden servir de armas.

domingo, 14 de octubre de 2018

EUGENIO DE ANDRADE (Luns, 15 de outubro 2018)





BRANCO NO BRANCO

Já não se vê o trigo,
a vagarosa ondulação dos montes.
Não se pode dizer que fossem contigo,
tu só levaste esse modo
infantil de saltar o muro,
de levar à boca
um punhado de cerejas pretas,
de esconder o sorriso no bolso,
certa maneira de assobiar às rolas
ou então pedir um copo de água,
e dormir em novelo,
como só os gatos dormem.
Tudo isso eras tu, sujo de amoras.


(Andrade, 2005)




domingo, 11 de marzo de 2018

Viseu - Mima-Fatáxa em estreia absoluta no Teatro Viriato (14/15FEV)





Depois da direção artística de Almada, Um Nome de Guerra/Nós Não Estamos Algures (Museu de Serralves, 2012), MIMA-FATÁXA representa o regresso de João Sousa Cardoso a José de Almada Negreiros.



O espetáculo parte de três textos do autor – Os Ingleses Fumam Cachimbo (1919), MIMA-FATÁXA(1916) e A Cena do Ódio (1915) – interpretados pela cantora Ana Deus e pelo ator Ricardo Bueno, acompanhados por vinte e cinco participantes locais. MIMA-FATÁXA convoca a radicalidade das formas e das ideias da vanguarda modernista, propondo um confronto com o presente de Portugal e da Europa. Cruzando a conversa e a representação, o teatro e a memória do plateau de cinema, o ensaio e o espetáculo, os profissionais e os amadores, João Sousa Cardoso explora a tensão entre as disciplinas artísticas e MIMA-FATÁXA reivindica, cem anos depois, o inconformismo que animou Almada Negreiros.




After directing Almada, Um Nome de Guerra/Nós Não Estamos Algures (Museum of Serralves, 2012), MIMA-FATÁXA signals the return of João Sousa Cardoso to José de Almada Negreiros.

The spectacle parts from three of the author's texts – Os Ingleses Fumam Cachimbo (1919), MIMA-FATÁXA (1916) and A Cena do Ódio (1915) – interpreted by the singer Ana Deus and the actor Ricardo Bueno, accompanied by twenty-five local participants. MIMA-FATÁXA summons the radicalism of the modernist vanguard's forms and ideas, proposing a collision with the present of Portugal and of Europe. Crossing conversation and representation, the theater and the memory of the cinema's plateau: of a cinema set, the rehearsal and the spectacle, the professionals and the amateurs, João Sousa Cardoso explores the tension between the various artistic disciplines, and MIMA-FATÁXA claims, a hundred years after, the nonconformity that encouraged Almada Negreiros.




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Fullscreen Fotografias/Photographs ı Catarina Oliveira ı Maria Begasse







    MIMA-FATÁXA



    Criação Created by
    João Sousa Cardoso

    Texto Text
    José de Almada Negreiros

    Interpretação Cast
    Ana Deus
    Ricardo Bueno
    25 participantes locais

    Iluminação Light
    Miguel Ângelo Carneiro

    Fotografia Photography
    Catarina Oliveira

    Apresentações Presentations
    Maria Matos Teatro Municipal (Lisboa), Centro Cultural Vila Flor (Guimarães), Teatro Viriato (Viseu), Teatro Virgínia (Torres Novas), Teatro Municipal da Guarda, Teatro Nacional São João (Porto)

    Produção Production
    Três Quatro Lente

    Coprodução Co-production
    Maria Matos Teatro Municipal (Lisboa), Centro Cultural Vila Flor (Guimarães), Teatro Viriato (Viseu), Teatro Virgínia (Torres Novas), Teatro Municipal da Guarda (Guarda)

    Produção Associada Associated Producer
    Balleteatro

    Duração Lenght
    120 min

sábado, 20 de enero de 2018

Este luns, 22 de Xaneiro, LOHN ASHBERY CON NOS



"o primeiro poema de Ashbery que li que me despertou um verdadeiro fascínio, especialmente por dar aquela sensação estranha de estar quaseconseguindo compreender sobre o que é o poema (se é que os poemas de Ashbery são sobre alguma coisa, de fato), sem, no entanto, chegar a qualquer coisa que se pareça com uma compreensão real. Vocês podem conferi-la clicando aqui, juntamente com uma brevíssima introdução sobre o poeta e a sua obra."    
(poemas de John Ashbery, tradução de Adriano Scandolara)

 https://escamandro.wordpress.com/2014/01/01/3-poemas-de-john-ashbery/

Um mal que vem para bem
Sim, eles estão vivos e podem ter essas cores,
Mas eu, em minha alma, estou vivo também.
Sinto que devo cantar e dançar, para dizer
Isso de certo jeito, sabendo que você pode estar atraído por mim.
E canto em meio ao desespero e o isolamento
A chance de te conhecer, de cantar de mim
O que é você. Você vê,
Você me segura contra a luz de um modo
Que nunca esperei ou suspeitei, talvez
Porque você sempre me diz que eu sou você,
E tenho razão. As grandes píceas rondam.
Sou seu para morrer junto, desejar.
Não posso jamais pensar em mim, eu desejo você
Num quarto em que as cadeiras
Estão com as costas viradas para a luz
Infligida sobre a pedra e os caminhos, as árvores reais
Que parecem brilhar para mim através das gelosias na sua direção.
Se a luz selvagem deste dia de janeiro é real
Eu me comprometo em ser-te verdadeiro,
Você que não consigo mais parar de lembrar.
Lembrar de perdoar. Lembrar de passar além de você, rumo ao dia
Nas asas do segredo que você jamais saberá.
Assumindo-me por mim mesmo, no caminho
Que os contornos pasteis do dia me atribuíram.
Prefiro “vocês” no plural, quero vocês
Vocês devem vir até mim, todos dourados e pálidos
Como o orvalho e o ar.
E então me começa a vir esse sentimento de exaltação.



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